Comentário Popular

Uma análise marxista de canções infantis manipuladas pela burguesia

Karl Marx demonstrou no livro ‘O Capetal’ que as canções infantis burguesas são um instrumento de desorganização da consciência revolucionária das crianças.

Karl Marx demonstrou no livro O Capetal que as canções infantis burguesas não passam de um instrumento de desorganização da consciência revolucionária das crianças e que o maldito capitalismo adormece a consciência do POVO e a determinação das massas (veiculando a alienação em forma de música). Desmascarar o verdadeiro sentido perverso das canções é fundamental para o desenvolvimento ideológico-cultural do POVO e uma obrigação voluntária de todos camaradas do Partido.

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O Sapo (Autor: Camarada Ðeco)

O sapo não lava o pé.

(A miséria que aflige o submundo capitalista impede a higiene animal deste mamífero)

Não lava porque não quer.

(Neoliberais porco-burgueses tentam transparecer que o caso se trata de uma escolha livre e individual, quando sabemos que o Sapo é historicamente vítima de um modelo concentrador de higiene)

Ele mora lá na lagoa

(Uma mentira. O Companheiro Sapo a muito tempo luta pela causa nas fileiras do Movimento dos Sem Lagoa. Os neoliberais acham que uma poça de água é um teto!)

E não lava o pé

(a miséria que aflige o submundo capitalista impede a higiene animal deste mamífero)

Por que não quer

(Ele não tem escolha, é obrigado pelo atual modelo a ficar privado desta higiene. Trata-se da prova cabal do fracasso capitalista na lagoa)

MAS QUE CHULÉ

(Além de ser historicamente explorado, agora o companheiro mamífero é vítima do preconceito social, que condena  a marginalidade os companheiros com chulé, historicamente explorados pelos porcos sem chulé)

SAPOS DESTE MUNDO,

UNI-VOS!

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Lata D’Água (Autora: Camarada Medusa)

Lata D’Água
Lata d’água na cabeça
Lá vai Maria
Lá vai Maria

(Típico exemplo de vítima da exploração neoliberal-burguesa-fasci-nazi-capitalista-anti-cotas, pois se tivesse entrado em uma Universidade Pública, que é do Partido, e, consequentemente do Estado, Maria estaria exercendo Medicina como todas as Marias cubanas)

Sobe o morro e não se cansa

(Mentira deslavada da mídia entreguista, golpista e dissimulada, principalmente da VEJA!)

Pela mão

(O autor não deixou claro qual das mãos a pobre Maria leva a criança, mas obrigada pela burguesia neoliberal separatista só pode ser a mão direita!)

Lá vai Maria

(Pobre infeliz proletária explorada pelas Madames da Daslú)

Lava a roupa

(Serviço escravo)

Lá no alto

(Para que ninguém saiba que ela reza para São Karl Marx que a ajude!)

Lutando pelo pão
De cada dia

(Sabe que quando a revolução proletária chegar (31 de setembro) receberá pão, água e bananas do Partido e que poderá enfim relaxar e gozar)

Sonhando com a vida
Sonhando com a vida

(Não sonhará em vão. Stalin está ressuscitando! Aleluia!)

Do asfalto

(Acabamento imperialista que serve apenas para os que possuem carros. O POVO não necessita de carros! Serão todos transformados em moradias!)

Que acaba
Onde o morro principia

(Esta separação deixará de existir. Todos viverão em todos os lugares. Igualdade prevalecerá! Finalmente!)

VIVA STALIN!
FORA TEMER!
Muito.. muito emocionada!

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Ciranda, cirandinha (Autor: Camarada Mauricio)

Ciranda, cirandinha,

(Meio de repressão estadunidense utilizado nas lavouras de algodão no Sul do Mississipi, Alabama e Tennessee)

Vamos todos cirandar,

(Panfletagem da KKK que reprimiam a mais-valia do trabalhador)

Vamos dar a meia volta,

(Sulistas na época da guerra da secessão impediam os trabalhadores de trabalharem corretamente dando a eles apenas metade do pagamento por uma volta (em torno das plantações de algodão))

Volta e meia vamos dar.

(Estadunidenses do sul reiteram sua força contra o proletariado)

O anel que tu me deste

(Propina para os fiscais da época, olharem “para o lado”)

Era vidro e se quebrou,

(Contudo, como são sacanas estes burgueses estadunidenses, o anel era paraguaio)

O amor que tu me tinhas

(O amor refere-se aqui ao amor ao lucro)

Era pouco e se acabou.

(Mesmo o amor ao lucro, em face à ganância estadunidense, não se basta em si mesmo)

VEJAM COMO SÃO PORCOS ESTES IMPERIALISTAS.

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Tororó (Autor: Camarada Ewerton)

Fui no Tororó beber água não achei

(Claro, os porcos-reaças-neo-liberais-imperialistas-exploradores-da-mais-valia já tinham destruído a fonte e privando o povo da água!)

Achei a bela Morena
Que no Tororó deixei

(Deixou porque com certeza ela era uma agente da CIA. Assim, acredito que o camarada deve ter notificado a unidade da polícia revolucionária mais próxima para dar cabo da reaça. Caso ele tenha esquecido de notificar, sala 101 nesse “esquecidinho”…)

Aproveita minha gente
Que uma noite não é nada
Se não dormir agora
Dormirá de madrugada

(Aqui, o estado se pronuncia dizendo para ter que agirmos sempre, ou seja, apenas uma noite de ação anti-reacinária não é nada, além de dizer para não se importarmos com o horário da ação!)

Oh ! Maria dirá
Oh ! Maria dirá, entra nesta roda
Ou ficarás sozinha !

(Aqui, temos a tentativa de fazer a desgarrada supracitada a rever seus conceitos (em tratamento na sala 101) e se juntar a coletividade do povo. Roda, no caso, é um dos códigos para identificar “povo”)

Sozinha eu não fico
Nem hei de ficar !
Por que eu tenho o Pedro
Para ser o meu par !

(Aqui, a ex-reaça revê totalmente seus conceitos se convence que não existe nada melhor que o Estado para cuidar de sua vida. Aqui novamente temos mais um código, “Pedro”, que significa “Estado”)

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A-do-le-ta (Autor: MarceloDHC/EBM)

A-do-le-ta, le petit petit colá, le café com chocolat, a-do-le-ta

(Essa passagem claramente demonstra que as crianças estão drogadas, falando em línguas estranhas, numa óbvia demonstração do que o capitalismo faz com as crianças que têm de fumar crack e cheirar cola nas ruas dos grandes centros urbanos)

Puxa o rabo do tatu

(Mais um evidente sinal de propaganda capitalista para maltratar os animais, exterminar a fauna e acabar com o meio ambiente)

Quem saiu foi tu

(Essa parte demonstra o comportamento alienado das crianças que estão excluindo outras iguais, numa clara alusão ao processo de marginalização social do trabalhador)

Bubbaloo é Califórnia, Califórnia é Bubbaloo

(Os capitalistas malvados usam crianças até para fazer merchandising. Isso representa o trabalho infantil)

Estados Unidos jamais serão vencidos

(ESTÃO VENDO????????? Até nas canções infantis a mensagem imperialista está presente. Esse trecho fala por si só, nem falo mais nada)

Pra frente, pra trás, rebola um pouco mais

(Isso mostra a exploração sexual que os capitalistas fazem de nossas crianças)

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O Cravo e a Rosa (Autor: Camarada Sir Niven)

O cravo brigou com a rosa

(Machismo, manifestação porco-chauvinista contra as companheiras aguerridas)

Debaixo de uma sacada

(Nota-se que tanto o cravo quanto a rosa, nossos companheiros de luta, encontravam-se inebriados pela opulência exposta pela classe alta (apenas porcos capitalistas e burgueses habitam casas com sacadas, claramente projetadas por algum arquiteto e não construídas em esquema de mutirão com a ajuda do Estado))

O cravo saiu ferido

(Uma clara referência de que o companheiro cravo foi agredido, provavelmente porque a companheira rosa foi incitada por um personagem feminino de alguma novela transmitida pela Rede Globo, ou pior, algum filme de Hollywood, aquele antro do capitalismo selvagem)

E a rosa despedaçada.

(Mais uma vez, a rosa foi explorada e dizimada pelo companheiro cravo, que muito provavelmente encontrava-se drogado para atentar com tanta vileza contra a integridade física de sua parceira. O companheiro cravo, proletário, com certeza foi apresentado às drogas pelo seu patrão (todos sabem que são os ricos os maiores consumidores de drogas), maltratando sua companheira, apenas para enriquecer o esquema de tráfico de entorpecentes. Os chefes do tráfico, homens ricos e poderosos que frequentam as altas rodas da sociedade, usam do poder das drogas para se apoderarem dos corações e mentes da classe trabalhadora com o único intuito de dominar as classes menos favorecidas e torná-las escravas da ambição desenfreada, mola propulsora do capitalismo)

Fontes: Comunidade do Jornal Opinião Popular, o Jornal do Povo e Comunidade reacionária Capitalismo.

 

Emannuel Goldstein
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Emannuel Goldstein

O renegado Emmanuel Goldstein é um personagem fictício que vive na clandestinidade. É o arqui-inimigo do Grande Irmão e adepto da Contra-revolução Permanente. Aqui tudo é pura ficção, sátira e humor sem graça. Semelhanças com a realidade são frutos do mero acaso.
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