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A arte de corromper a mente das crianças ou: A fábula da galinha capitalista

A galinha capitalista: uma fábula atribuída a Ronald Reagan. Encontrada numa das escolinhas revolucionárias dos sem terra.

Nota do Coletivo Editorial: esta é uma fábula atribuída a Ronald Reagan, aquele reacionário empedernido. Foi encontrada durante uma rigorosa fiscalização ideológica nas escolinhas revolucionárias do MST. O “professor” (lacaio infiltrado do imperialismo) portador desta infâmia, que nada merece além de ser fuzilado, foi preso e deportado para Cuba, aonde cumprirá 30 anos de trabalhos forçados.


A arte de corromper a mente das crianças ou: A fábula da galinha porca capitalista

Uma galinha achou alguns grãos de trigo e disse aos vizinhos:

– Se plantarmos este trigo, teremos pão para comer. Alguém me quer ajudar a plantá-lo?
– Eu não! – disse a vaca.
– Nem eu, tenho mais que fazer! – emendou o pato.
– Eu também não – retorquiu o porco.
– Eu muito menos – completou o bode.
– Então, eu mesma planto – disse a galinha.

E assim o fez. O trigo cresceu alto e amadureceu, com grãos dourados.

– Quem vai me ajudar a colher o trigo? – quis saber a galinha.
– Eu não – disse o pato.
– Não faz parte das minhas funções – disse o porco.
– Não, depois de tantos anos de serviço – exclamou a vaca.
– Eu me arriscaria a perder o seguro-desemprego – disse o bode.
– Então, eu mesma colho – disse a galinha, e colheu o trigo, ela própria.

Finalmente, chegara a hora de preparar o pão.

– Quem me vai ajudar a cozer o pão? – indagou a galinha.
– Eu fugi da escola e nunca aprendi a fazer pão – disse o porco.
– Eu não posso por em risco meu auxílio-doença – continuou o pato.
– Caso só eu ajude, é discriminação – resmungou o bode.
– Só se me pagarem hora extra – exclamou a vaca.
– Então, eu mesma faço – exclamou a pequena galinha. Ela assou cinco pães, e pôs todos numa cesta para que os vizinhos pudessem ver.

De repente, todo mundo queria pão, e exigiu um pedaço. A galinha simplesmente disse:

– Não! Vou comer os cinco pães sozinha.
– Lucros excessivos, sua agiota burguesa! – gritou a vaca.
– Sanguessuga capitalista! – exclamou o pato.
– Eu exijo direitos iguais! – bradou o bode.
O porco grunhiu: – A Paz, o Pão e a Educação são para todos! Direitos do Povo!

Pintaram faixas e cartazes dizendo “Injustiça Social” e marcharam em protesto contra a galinha, gritando palavras de ordem: “Fascista”, “O pão é nosso!”, “País rico é país com pães para todos!”, “Exijo a minha cota de pães!”, “Morte aos padeiros que lucram com a fome!”.

Chamado um fiscal do governo, disse à pobre galinha:

– Você, galinha, não pode ser assim tão egoísta. Você ganhou pão a mais, tem de pagar muito imposto.

– Mas dona Raposa, eu ganhei esse pão com meu próprio trabalho e suor – defendeu-se a galinha. Os outros não quiseram trabalhar! – retorquiu sentida.

– Exatamente – disse o funcionário do governo – essa é a vantagem da livre iniciativa. Qualquer pessoa, numa empresa, pode ganhar o que quiser. Pode trabalhar ou não trabalhar. Mas, de acordo com a nossa moderna legislação, a mais avançada do Mundo, os trabalhadores mais produtivos têm que dividir o produto do trabalho com os que não fazem nada. Além disso, existe a maisvalia, o Imposto de Renda, o IPTU, o IPVA, o IPI, o ICMS, o mensalão, as Organizações NÃO Governamentais que vivem às custas de dinheiro público, etc., etc., que têm de ser pagos para garantir a nossa Saúde, a nossa Educação e a nossa Justiça! Todas elas as melhores do Mundo!

E todos viveram felizes para sempre, inclusive a pequena galinha, que sorriu e cacarejou: “eu estou grata”, “eu estou grata”.

Mas os vizinhos sempre se perguntavam por que a galinha nunca mais fez um pão.

Fontes revolucionárias (com adaptações):

[1] http://oquedizele.blogspot.com/2006/04/fbula-moderna-dms.html

[2] http://digitaldevilstory.blogspot.com/2007/08/capitalismo-para-crianas.html

Comentários generosamente autorizados pelo Grande Irmão:

"É intolerável para nós a existência, em qualquer parte do mundo, de um pensamento incorreto, por mais secreto e impotente que seja." (O'Brien)

"O Partido deseja o poder exclusivamente em benefício próprio. Não estamos interessados no bem dos outros; só nos interessa o poder em si. Nem riqueza, nem luxo, nem vida longa, nem felicidade: só o poder pelo poder, poder puro." (O'Brien)

"Não se estabelece uma ditadura para proteger uma revolução. Faz-se a revolução para instalar a ditadura. O objetivo da perseguição é a perseguição. O objetivo da tortura é a tortura. O objetivo do poder é o poder." (O'Brien)

"Quanto mais poderoso for o Partido, menos tolerante será. Quanto mais fraca a oposição, tanto mais severo será o despotismo." (O'Brien)

"Se você quer formar uma imagem do futuro, imagine uma bota pisoteando um rosto humano — para sempre." (O'Brien)

"TODOS OS ANIMAIS SÃO IGUAIS MAS ALGUNS ANIMAIS SÃO MAIS IGUAIS DO QUE OS OUTROS. (George Orwell, A Revolução dos Bichos)

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